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Sumário Adicionado!

  Novidade! :)
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  Assim dá pra acessar os capítulos rapidamente, de forma organizada, sem perder tempo, ou acabar lendo outro capítulo sem querer.
 
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  Abraços, RobsXu! 

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Chapter IV - Viajantes dos Planos

Ruínas Enterradas

  - É engraçado como eu tenho que lidar com isso logo agora…
  - Eu sei que é difícil pra você entender. Mas somente você pode fazer isso, minha jovem.
  - E o que estará me esperando lá?
  - A verdade?
  - Por favor, é o mínimo.
  - Provavelmente, Liliana.
  - Liliana?! E eu tenho alguma probabilidade de voltar viva?
  - Só se ela não estiver lá… Agora vá, Elspeth Teriel… Sua missão começa agora!

Caverna do Véu de Água

  Um homem estava sentado diante daquela belíssima cachoeira, imóvel, como se já soubesse o que iria acontecer. Alguns passos começaram a ser ouvidos sobre as pedras molhadas daquele lugar úmido, e por mais leves que fossem, os ecos os entregaria. A segunda figura tratou logo de iniciar o diálogo.
  - Beleren… Precisava se esconder assim? Já está na hora de irmos.
  - Venser? Pensei que esqueceria de mim e me deixaria aqui. Creio que não vou ser muito útil agora.
  - Larga de besteira, Jace. Venha comigo agora.
  - Hm… A hora finalmente chegou? Ou é apenas prevenção?
  - Creio… quer dizer, espero, que seja apenas prevenção.
  - Que assim seja então.
  - Vamos, outros já devem estar a caminho.
  O homem se levantou. Vestia uma espécie de capa, com um capuz que deixava seu rosto com um ar de mistério. Seus olhos eram ainda mais bizarros, sem nenhum detalhe ou conteúdo, apenas seu fundo branco. Ele caminhou para fora da caverna ao lado de Venser, que usava uma roupa como a de soldados, com malhas surradas e ombreiras e capacete de metal.

Vulcão Urborg

  O Vulcão Urborg sempre foi e ainda é um lugar grandioso. Sua presença era majestosa diante de todo aquele cenário rochoso. Durante muitas noites apenas se via seu cume alaranjado, que iluminava os seus arredores. Lugar praticamente inóspito, exceto por um ser que ali vivia: Chandra Nalaar!
  Enquanto outras figuras de poder magnífico marchavam para algum destino desconhecido, as lavas do vulcão se agitavam, até que finalmente explodiu para cima em uma onda vertical de fogo. Uma densa fumaça negra acompanhou o ocorrido e do fundo desse pó preto surge voando entre chamas a jovem flamejante, que segue em seu destino tão obscuro quanto os dos outros.

Zendikar 

  Sorin caminhava por algumas vilas de Zendikar procurando alguma refeição, talvez um pescoço alvi, corado, levemente frio, onde o sangue estaria fresco. Estaria alguém surpreso com isso? Oras, ele era o mais comum entre os vampiros, estava apenas caçando, e fazia isso como ninguém! 

  Porém algo interrompeu seu jantar. Oscilações na energia do plano de Zendikar chamaram a atenção do Vampiro. “Liliana!" Após pensar no nome da mulher, Markov saiu em alta velocidade para o ponto onde Liliana costumava ficar, a Tumba de Svogthos.
 
   

  Por muito tempo Liliana e Sorin se encontraram nesse lugar que ela costumava chamar de casa. De fora ouvem-se gritos e choros. Acredita-se que são almas se lamentando das torturas causadas por Liliana aos seus inimigos antes de serem mortos. Hoje as almas ainda vagam por la. Mas claro que isso é apenas rumor. Ou não…
   Sorin estava certo. A oscilação tinha a ver com Liliana, mas não fora causada por ela, mas sim pela chagada de quatro Planeswalkers no plano de Zendikar. E eles se reuniram ali por perto.

  - Finalmente reunidos. Estão preparados? - disse Venser aos outros.
  - E você acha que é o líder daqui? - Chandra retrucou com seu tom sarcástico.
  - Ninguém aqui lidera ninguém. - Jace tentou acalmar a situação - Afinal, qualquer um pode matar todos aqui, e ser morto também. 
  - Malditos egos de Planeswalkers - falou pela primeira vez Elspeth - Sempre querendo ser melhor que os outros. Estamos aqui para deter Liliana, então vamos.

  Os quatro se dirigiram à tumba de Liliana. Atravessaram um densa floresta obscura e seguiram o som dos gemidos de agonia de Svogthos. Só se passava pela cabeça dos seres como aqueles sons eram horríveis de fato.
  Chegaram e foram entrando sem medo, como se fossem convidados. Mas alguém já havia chegado antes. E com estilo. 
  Sorin entrou nos estabelecimentos de Liliana chutando a porta, estourando o que a trancava. Liliana estava quase nua, apenas com uma roupa íntima de baixo, com os seios a mostra. Vestiu um pano fino por cima do corpo, mas Markov nem percebeu, já começou o diálogo aos berros.

  - Maldita Liliana! O que você aprontou que não teve a brilhante ideia de me dizer? Eles chegaram e eles juntos não são pouca merda!
  - Por que você e essas crianças acham que eu tenho algo a ver com tudo o que vocês estão sentindo. Estou tão preocupada quanto vocês, acredite! - o tom de voz era quase irônico, o que fazia difícil de se acreditar.
 
  Uma voz interrompeu o diálogo.

  - Então Sorin estava envolvido também? - era Elspeth, que não parecia surprese em encontrar Markov naquele lugar.
  - Que bom que vocês me conhecem, mas eu não conheço vocês. Seria melhor que saíssem daqui. Vocês vieram em quatro para deter Liliana, mas seria suficiente para parar nós dois?
  - Aposto que sim! - Chandra então incinerou suas mãos em posição de ataque.
  - Calma ai, Foguinho. Seja o que vocês estejam procurando, pasmem, eu e Liliana não temos nada a ver. Estamos querendo saber o que é da mesma forma que vocês.
  - Sorin tentando se explicar? Está com medo? - Venser tomou a palavra.
  - Estamos apenas tentando evitar perdas desnecessárias. Vocês - o tom irônico de Liliana e a frieza com que falava chegava a ser prazeroso. Não à toa era tão temida e, ainda mais, respeitada. 
  - Perdas desnecessárias? - interrogou Elspeth - Nós? E por que seriamos?
  - Creio que temos um inimigo em comum - respondeu Sorin. - Mais forte do que eu, ou Liliana, mas não que nós todos… eu espero.
  - Nicol? -Perguntou Chandra
 
  Liliana apenas sorriu e Sorin finalmente parou para admirar seu belíssimo corpo.

  - Então foi só prevenção, Venser? - finalmente Jace disse algo.
  - Temo que não, meu caro. Acho que agora a coisa ficou séria.

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                                              Continua …
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Extras do Capítulo

• Cartas usadas no capítulo:

 Buried Ruin
 

Waterveil Cavern


Urborg Volcano


Svogthos, the Restless Tomb


Elspeth Teriel - Planeswalker
 

 Jace Beleren - Planeswalker


Venser, the Sojouner - Planeswalker 


Chandra Nalaar - Planeswalker


Atenção:
As características, personalidades e relacionamentos dos personagens não são reais. São fictícios e criados por mim.
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Chapter III - Um Toque de Doçura.

Lago Cloudcrest - 37 anos atrás.



  - Atenção! Todos de volta as suas posições! Reagrupar! Repito, reagrupar!
 
  - General, temo que não há mais nada a fazer… não deveríamos ter nos oposto aos interesses dessa criatura. 

 - Eu jamais desistirei de uma batalha, mesmo que isso custe minha vida!
 
 - Então acho que morremos, General… Até as águas desse lago estão em chamas… Nada pode nos salvar…

  - Atenção… AGORA!

  - Esperem…! As chamas…! NÃO!!! ISSO QUEIMA!! GENERAL!! FUJA!!!

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  De volta à capela.

Geist agora provou o sabor do pavor depois de tanto tempo sem saber o que era essa sensação. Aquelas pessoas, novas e indefesas, agora sabiam de sua secreta existência! Isso poderia por fim a sua causa. Isso poderia por fim as suas esperanças. Ele já poderia imaginar a perseguição dos moradores de Kabira contra ele. "Matem, expulsem o fantasma de nossa cidade!". As cenas estavam bem claras em sua cabeça. A primeira e única reação que ele tomou foi:

  - Não fiquem com medo… Eu só quis ajudar… Desculpe!

  Uma das crianças correu em direção ao Geist e o abraçou. Aquilo foi um choque, totalmente inesperado e sem explicação! Como pode aquela pequena criatura não ter medo de um ser que chega a ser um tanto quanto horripilante aos olhos de quem não o conhece? A resposta é que os corações dos jovens de Kabira eram tão puros quanto o coração de nosso herói atormentado. Não havia maldade, logo eles não enxergavam maldade no ser que acabara de salvar suas vidas, e possivelmente de suas famílias e amigos.

  - Ninguém nunca comentou da existência de algo assim nessa capela. Vai ver por isso ela deixou de ser frequentada. Você espantou todos daqui? - interrogou a garota que parecia ser a mais velha dentre os visitantes. 

  - Eu jamais faria isso. Eu gosto da presença das pessoas… na verdade… arriscou a dizer que eu de uma forma ou de outra preciso da presença dos moradores da cidade - respondeu com um tom triste na voz, talvez pelo fato da capela realmente não ter sido frequentada constantemente.

  -  Me chamo Shire. Esse que está te abraçando é meu irmão Vivid. Quem é você?

  - Costumam me chamar de Geist. Outros de Geist da Capela…

  - Geist, hein… Então realmente você é um espírito. E como aqueles Goblins não conseguiram te tocar e nós podemos? - todos os outros jovens estavam em silêncio desde que entraram na capela. 
 
  - Na verdade, jovem Shire, eu gostaria de saber o mesmo.
 
 
  - Você me salvou, e salvou a minha irmã! Obrigado! Você é meu novo melhor amigo! - disse Vivid, com alegria.

  - Hey, seu traidor! Eu não era seu melhor amigo? - gritou um garoto que aparentava ter a mesma idade de Vivid, seu nome era Reikai. O espírito infantil começava a alegrar toda a capela. Aquela seria uma noite diferente para todos eles.

  - Mas você nunca salvou minha vida, seu bocó! 

  Algumas horas se passaram desde que a discussão entre as duas crianças cessou. Geist aproveitou para contar um pouco de sua história, um pouco da sua tormenta, mas não ousou dizer como havia se metido naquilo: sendo um dos seres mais cruéis já conhecidos. Não queria que as crianças voltassem a ficar com medo e apavoradas. Agora ele realmente era um amigo, alguém de muito mais idade, que poderia contar histórias e falar sobre lugares e povos que os pequenos pouco poderiam imaginar.

  - Há algo que possamos fazer para poder lhe ajudar? - questionou Shire.

  - Não sei. Bom, vamos continuar assim, quem sabe eu não possa ajudar vocês alguma outra vez mais - Geist sabia que isso o ajudaria. - Espero que em ocasiões menos perigosas!

  - Por mim tudo bem - disse a garota se levantando. - Vamos, meninos. Nossas famílias devem estar preocupadas.

  Todos se levantaram e saíram da capela. Antes da Shire fechar a porta da capela, ela olhou para trás, deduziu que Geist estava a observá-la, e sorriu. Um elo da corrente se partiu e sumiu. Shire havia feito um amigo. 
  Nesse momento uma sobra estava espreitando o lugar, um ar sombrio queimava até mesmo a matéria que não podia ser vista ou sentida. Um sorriso diabólico brotou.

  - Então o bastardinho fez novos amigos? Hehe, bom saber. - pensou

                                      ▬▬ • ▬▬
                                         Continua…
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Extras do Capítulo

• Carta usada no capítulo:

Cloudcrest Lake

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Chapter II - Desequilíbrio Natural

Algum Lugar de Zendikar

  Um prédio negro, pouco iluminado por fora, e pior ainda por dentro, abrigava quem já foi uma das pessoas mais temidas entre os planos: Sorin Markov. Sorin sempre foi alguém que muitos diziam sempre andar pelas bandas do mau. Mau? Oras, Sorin estava muito além disso. Sorin não reconhecia bem e mau, luz e trevas (embora sempre vivesse nelas). Sorin só distinguia as coisas de uma maneira: ou era do seu interesse ou não. Isso muitas vezes o fizera ser confundido como um agente do mau. Ser maldito, sarcástico, irônico, muitas vezes mau compreendido e sempre inconfundível.  
   Muito controlador, esse vampiro sabia escolher muito bem seus aliados, talvez por isso estava quase sempre sozinho, sem parceiros, amigos ou qualquer coisa do tipo. Nessa tarde ele estava sozinho, embora pareça pleonasmo, quando a porta abriu sozinha. Estava sentado numa cadeira rústica, com os pés apoiados sobre uma mesa, e olhos fechados. Quando a presença dessa pessoa foi adentrando nessa sala, um sorriso quase em tom de desdenho apareceu em seu rosto.

  - Reconheceria esse seu maldito perfume em qualquer lugar - disse o vampiro. - Como vai, Liliana.

  - Impossível te fazer surpreso, velho? - não parece, mas isso é realmente um comprimento sincero, e quem sabe até um elogio.

  - Velho? Eu? Liliana, seu senso de humor está cada vez mais esquisito. Chega ao ponto de ser hipócrita, não?

  Liliana, conhecida como Liliana do Véu, era uma linda mulher, que tinha poder equivalente a beleza e, por incrível que pareça, sua idade também, daí o tom irônico  de Sorin. Ao contrário de Sorin, ela não tinha fama de má, ela realmente era! Má de um tipo que somente ela era. Não como uma vilã, mas como uma dominadora, que com certeza tem em mente que os fins justificam os meios.
  Há muitos os dois não se viam, embora interagissem muito quando antes, seja qual fossem os motivos ou fins. Não diria que formariam uma aliança, ou fossem amigos, mas com certeza eram uma dupla. De que? Isso ninguém sabe além dos dois, mas com certeza muitos (para não dizer todos) teriam medo desses dois juntos.

  - Já sabe como irá se portar diante do que está por vir? - Liliana ia direto ao assunto.

  - Sei tanto quanto você. Ou acha que não sei que veio aqui porque também não faz ideia do que você pode fazer?

  - Só gostaria de confirmar de que, seja como for, você não fique contra a mim ou meus objetivos. Não precisa ser do meu lado, mas não seria bom ter contra.

  - Tão gananciosa e egoísta quanto eu. Maldita seja você, Liliana. Por isso sempre gostei tanto de você. De qualquer forma, eu não posso lhe garantir isso. Eu não sei de nada que possa acontecer ou do que eu possa fazer. A gente descobre.

  - Você não está nada preocupado, certo?

  - E por que eu estaria?

  - Só você não vê? - Liliana subiu o tom de voz, quase gritando, com um fúria no olhar - Os planos não são mais os mesmos. Nenhuma energia se porta como deveria se portar!

  - Esse desequilíbrio já era esperado. Acho até que já estava demorando. Ele acabou cometendo um grande erro de esperar tanto. Não sei se foi proposital a demora, mas com certeza isso irá complicar as coisas.

  - De quem fala? Nicol?

  - Muitos planeswalkers surgiram. E os que já existiam, agora estão mais fortes. Não será nada fácil para seus objetivos.

  - Você o apoiará?

  - … - Sorin ficou sério pela primeira vez desde o começo da conversa - Você ainda tem dúvidas sobre isso? - fez outra pausa - … É claro que não! Agora poderia fazer o favor de ir? - recuperou o tom de desdenho - Já falei mais do que esperava falar em meses.

  - Eu vou. Mas é por isso que te odeio tanto, Sorin! - a mulher sorriu e saiu por onde veio.

  - Ah, eu também te amo, Liliana! - gritou o vampiro, rindo logo em seguida.

▬▬ • ▬▬

Duas semanas depois em Kabira 

  Geist estava observando através dos vidros da capela a praça da cidade. Era sempre igual. Várias barracas vendiam produtos, alimentos, peças, ferramentas… Era muita gente que passava e trabalhava por ali. A vida da cidade praticamente estava na praça durante todo ano em todos os anos. 
  Estava fácil de notar que mais algumas dezenas de elos da corrente tinham sido removidos. Quando o olhar se perdia por entre os moradores, Goblins da montanha de trás da cidade invadiram a praça, atacando todos, saqueando, matando, tudo para conseguir alimentos. Eram muitos e a situação estava fora de controle. Geist ficou preocupado na hora! Durante todos os anos “vivendo” ali, e não foram poucos, acabou criando apego pelos moradores e pela cidade em si, afinal, era seu novo lar. 
  Algumas pessoas, cerca de quinze, dentre elas crianças, correram para dentro da capela, buscando abrigo, proteção ou esconderijo dos Goblins. Eram criaturas inúteis, mas quando em grupo chegavam a ser perigosos, ainda mais para simples humanos. Cinco deles os seguiram e entraram na capela também. Foram para eliminá-los, apenas por prazer e sadismo. Geist não demorou a aparecer na frente dos Goblins. Era a primeira vez que ele aparecia na frente de humanos.

  - Criaturas desprezíveis. Não acredito que voltaram a causar problemas por aqui novamente! - gritou com as pequenas criaturas. Seus ataques eram constantes por ali.

  - Quem diabos é você, criatura? De onde surgiu? - um dos Goblins tomou a frente apavorado - Bem, não importa, eu vou acabar com você mesmo assim!

  A criatura verde atacou, segurando uma espécie de martelo visando a cabeça do Geist, mas a arma transpassou sem causar nada a ele. A criatura se espantou ainda mais. Geist era um espírito apesar de tudo, logo armas físicas não lhe causavam danos. Logo então ele avançou com suas correntes para cima dos Goblins com intenção de faze-los irem embora dali. Não tinha intenção de atacar ou muito menos matar, afinal isso não ajudaria na sua libertação. Covarde como todos de sua raça, os imundos saíram dali correndo, gritando, fazendo com que seus companheiros sem saber o porque daquilo, fossem atrás, abandonando a cidade. 
  Nesse momento, vários elos se partiram, o que deixou o Geist surpreso. Seria um para cada uma das pessoas que ele salvou ali na capela? Não, eram muito mais do que o número de pessoas ali dentro. Seria então pelas vidas poupadas la fora? Ou pelo fato de ter poupado a vida dos Goblins? A verdade é que ele logo depois não quis questionar sobre isso, afinal outra pergunta estava em sua cabeça, com um problema maior ainda.

  - O que diabos irá acontecer agora que essas pessoas me viram!?!? 

                                           ▬▬ • ▬▬ 
                                              Continua… 
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 Extras do Capítulo:

 Cartas Usadas no Capítulo: 

Sorin Markov


Liliana of the Veil 
 

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Chapter I - O Início do Que Não Terá Fim

  Já era frio e muito pouco se via naquela madrugada, de vez em nunca um feixe de luz da lua transpassava as nuvens densas que cobriam o céu negro naquela noite. O horário eu já nem saberia lhe dizer, a data muito menos. Só o que eu sei dizer sobre é que foi no passado, e estava frio, muito frio.

Capela de Kabira

  Kabira nunca foi uma cidade muito grande, muito menos foi muito povoada. Ela estava no meio de uma planície vasta e que perdia-se ao olhar de tão grande, que ligava o nada a lugar nenhum. Ao fundo da cidade apenas uma montanha gelada, inóspita, silenciosa e, aos olhos de quem via, sombria. 
  Essa foi a cidade escolhida. Um lugar para punição de um pecador. Um ser que, em vida, costumava ter atos que muitos teriam medo só de imaginar as consequências, quanto mais executá-los. Esse ser hoje ainda vive por lá, na Capela de Kabira, que talvez tenha sido o principal ponto da cidade… no passado.
  Acorrentado, ele já se encontra irreconhecível. Amaldiçoado e punido pelo Anjo Akroma, ele está destinado a pagar pelos seus atos em solidão, na penumbra daquela capela pouco frequentada por seus cidadãos. 
  No passado, Akroma o venceu em batalha e seu espírito, que mesmo protetor do bem e vingador, teve piedade da criatura. A morte não foi sua pena. Ao invés disse, o Anjo da Ira ofereceu uma única e quase sem esperanças oportunidade de perdão e redenção. 

"Você será acorrentado, sob forma de espirito. Nenhum de seus aliados ou inimigos o reconhecerá, apenas eu. Mas isso não importa, afinal você nunca mais me verá. Essa corrente será indestrutível. Mas seus elos poder ser removidos. Estes sumirão, um por um, a cada ato do bem que você fizer. Você terá sua salvação e meu perdão, e de todos que um dia te odiaram ou poderiam odiar, quando todos os elos forem removidos."

Depois disso o anjo sumiu, deixando o ser, agora conhecido apenas como Geist, Geist da Capela, solitário e em busca de sua redenção. E apesar dos pesares, parece estar no caminho certo…



▬▬ • ▬▬

  - Faz tempo que você não aparecia por aqui… Mais da metade dos meus elos já foram retirados desde que te vi pela ultima vez. Agora você aparece e já não sei o motivo - disse o Geist a alguém que lhe parecia conhecido e entrava na capela por uma das janelas.
 
  - … - ele permaneceu em silêncio.

  - Consegui remove-los sem sua ajuda. Mas durante todo esse tempo muitas coisas tem acontecido em Kabira. Antes minha corrente era maior, e me permitia ir além dessa capela empoeirada. Agora ela já encurtou demais para isso. Essa cidade precisava da sua ajuda e você não estava por aqui.

  - Você precisa de mim? - disse a figura, em tom sério, com voz feminina e aveludada. - Na sua missão, eu digo - continuou.

  - Ah… - suspirou o Geist - Confesso que a cada elo que passa fica mais difícil remover o próximo. Antes apenas de aconselhar o inconsciente de uma velha que passava por aqui pedindo ajuda já servia como um Ato do Bem. Agora parece que a maldição de Akroma está mais exigente. 

  - E assim seguirá. As coisas só pioraram. Você disse que Kabira precisou de mim? O que quer dizer?

  - Algumas criaturas do poço dessa e de outras terras vieram atormentar o povo daqui. Muita coisa tem mudado, e está tudo agitado de mais para esse fim de mundo. Eles parecem procurar algo e eu não sei o que é. Quando você vai me dizer?

  - Ainda há algum deles aqui?

  - Você insiste em fugir do assunto, não? - sorria por baixo dos panos que cobriam seu rosto - Você é mesmo o melhor nisso. Como está as coisas em Kabira?

  - Ainda não descobri nada. Perdi muito tempo com aquele bastardo, acho até que ele está fora de si por completo agora.

  - Sorin?

  - Exato. Ele só liga pra ele, e isso é fato, mas parece estar cada vez mais egoísta. Sarcástico como sempre, ele só me deu dor de cabeça.

  - Não sei por que ainda se envolve com esse tipo.

  - Agora preciso ir - um par de asas surgia nas costas da figura, o que levava a crer que era um anjo. - Continue assim. Um dia vou precisar de você fora desse pedaço de terra infértil.

  Assim, saiu voando pela janela que entrou. Geist mais uma vez estava só. Subiu flutuando até o andar de cima da capela, onde um casal de jovens, aparentemente pobres, choravam abraçados. Acreditando que eram dois irmãos ou jovens apaixonados, ouviam os sussurros dos dois, e um frio tomava conta do coração dos dois. Geist de aproximou sem ser visto e acolheu os dois em um manto de alegria, suprindo a necessidade de carinho que faltava para as duas pobres criaturas. Ambas sorriram por um momento, sem saber exatamente porquê, e se beijaram com carinho. Satisfeito, o espírito se sentiu melhor, e um elo se rompeu naquele instante.

  -  Bom, até que esse foi facil.

                                              ▬▬ • ▬▬

                                              Continua… 

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  Extras do Capítulo:

Cartas Usadas nesse capítulo: 

Chapel Geist


Kabira Crossroads